quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A reinvenção da Suzuki

Já ouviram falar das máquinas de tear Suzuki? Provavelmente não, mas seus teares já foram os melhores do mundo. Michio Suzuki cresceu vendo sua mãe tecer tecidos manualmente, com isso veio o sonho a ajuda-la nessa tarefa. Michio conseguiu, seus teares eram inovadores e de alta qualidade, tanto que a empresa conseguiu sobreviver a 2ª guerra. Mas se os teares da marca eram tão bons, como a empresa começou a fabricar motos?

Em 1951 houve uma crise mundial no setor têxtil, o que pegou a empresa em cheio. O que foi feito depois mudou completamente a empresa. Como o Japão do pós guerra precisava de um veículo barato e econômico, Michio usou as habilidades da industria têxtil para fabricar uma motocicleta. Em 1952 surgiu a PowerFree, uma bicicleta motorizada projetada e produzida inteiramente pela Suzuki. A PoweFree tinha um motor dois tempos e tinha três opções de pilotagem, foi a primeira bicicleta motorizada do mundo. A pequena bicicleta fez tanto sucesso que o governo japonês deu investimento para Suzuki pesquisar mais sobre.
Suzuki PowerFree de 1952, de 36cc produzia
 apenas 1cv de potencia.

Um ano após a Suzuki lançou uma segunda PowerFree, com 60cc e 2cv. Com essa segunda moto a Suzuki ganhou a subida do monte Fuji, corrida importante no Japão. Em 1954 a Suzuki lança a sua primeira moto de verdade, a Colleda de 90cc e 4cv e dois anos depois a moto foi reinventada e ganhou um motor bicilíndrico de 247cc, dois tempos e 16cv. No ano de 1959 a empresa começa a investir em competições, logo na primeira competição (a corrida do monte Azami) a Colleda fez a volta mais rápida da corrida embora só uma das 5 motocicletas Suzuki cruzasse a linha de chegada.

A Suzuki aprendeu (e ainda aprende) muito com as corridas. Na década de 1960 a empresa reinventaria suas motocicletas, desta vez com a ajuda de um piloto e projetista, que fugiu da Alemanha Oriental escondido no porta-mala de um carro, chamado Ernst Degner (1931-1983). Na época, a competição mais importante era a corrida da Ilha de Man, competição essa que a Suzuki ganhou na sua estréia, com a moto que Degner pilotou e ajudou a projetar. Com a demanda por motocicletas aumentando pelos EUA e Europa, a Suzuki utilizou o que aprendeu nas pistas e em 1965 lançou a T20, até então a motocicleta de 250cc mais rápida do mundo. três anos mais tarde a marca dobraria o tamanho de seus motores, fabricando motores de dois tempos de 500cc, os maiores na época, modelo conhecido como T500.
Lançada em 1985, a Suzuki recentemente comemorou a
produção de 1 milhão de unidades produzidas

No ano 1976 a Suzuki se reinventa mais uma vez e apresenta a GS750, moto com 4 cilindros e motor 4 tempos, dando início ao que seria as superbikes modernas, mas foi em 1985 que isso aconteceu com o lançamento da GSXR 750. No ano de lançamento a GSXR 750, a motocicleta ganhou as 24h de LeMans. Nos anos 1990, mais dois modelos da GSXR foram lançados, um de 1100cc e outro de 600cc. Na época os modelos esportivos de 600cc não faziam sucesso em vendas a nível mundial, mas a empresa conseguiu. Com o lançamento da GSXR 1000 nos anos 2000 a Suzuki ganhou 8 vezes o campeonato americano de superbikes.

Outro modelo importante para a marca é a GSX1300R Hayabusa. Lançada em 1999, a Hayabusa tomou o título de moto mais rápida do mundo da Honda CBR 1100XX Super BlackBird. Seu desenho permanece o mesmo desde seu lançamento sem grandes alterações estéticas, mas por que isso? Grandes especialistas dizem que a aerodinâmica da moto é perfeita, o piloto pode estar a 300km/h e a não vai oscilar nem trepidar. Apesar da potência declarada da moto ser de 197 cv de potência, a verdadeira potência da moto é desconhecido por conta do sistema de turbo compressão.
A imagem demonstra como funciona o arrasto
aerodinâmico do modelo.
Mais importe que inovar, é se reinventar. A história da Suzuki mostra que a mudança é sempre necessária. Mudando, evoluímos e se tornamos mais capazes de enfrentar adversidades. 

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